Maria Bonita, Wilson Ranieri, Alexandre Herchcovitch masculino, Poko Pano,
AfroReggae, Triton, Zoomp e Ellus.
O dia começou bem. Desta vez foi a Maria Bonita a primeira a iniciar a seqüência de apresentações. Com água no chão da passarela, as modelos desfilaram os célebres vestidos evasês de comprimento médio que, desta vez, ganharam brilho através de acabamentos tecnológicos, ou de bordados em paetês. Novidade mesmo foram as mochilas para vestir com modelagem tipo casaqueto.
Depois, foi a vez de Wilson Ranieri mostrar sua segunda coleção no evento de moda paulista. Apostando firme na feminilidade, o estilista não quer saber de formas muito amplas e traz para a passarela uma série de vestidos feitos através da técnica de moulage, levemente ajustados ao corpo, com corte recatado e cores secas como brancos, uvas e pretos.
Único desfile totalmente masculino do dia, Alexandre Herchcovitch quer mesmo é rock, e nada de indie rock, a proposta é o som pesado. A coleção, apesar de ser de verão, introduziu o preto como cor principal e apostou no contraponto de modelagens em que as calças eram ajustadas e as blusas amplas e confortáveis. Do masculino direto para o beachwear, é a vez de Paola Robba mostrar suas propostas para a Poko Pano.
As calcinhas seguiram as tendências já apontadas, vieram maiores e com as cinturas elevadas. Os maiôs deixaram de lado o ar sem graça e ganharam recortes por todo o corpo. Mas, o que chamou mesmo a atenção, foi a estamparia geométrica que, muitas vezes, confundiu-se com o piso quadriculado da passarela.Seguindo a onda multicolor da Poko Pano, mas agora numa onda mais engajada, a AfroReggae mostrou, pela primeira vez, sua coleção no São Paulo Fashion Week.
A cultura pop foi levada a sério e as estampas vieram com cara de grafite e toques dos anos 80. O conforto transpareceu na escolha de materiais, apenas malhas circulares tanto para vestidos quanto para calças, biquínis e maiôs.Jovem e cheia de graça, a Triton (foto 7) gostou dos anos 90, final dos 80. As calças e os shorts de cintura alta ganharam a companhia de tops e foram, na passarela iluminada, revezados com microvestidos ou com bodyes urbanos. A cartela de cores pop, com muito rosa e roxo, ganhou ainda a estampa de onça.
Padronagem esta já bastante explorada, mas muito bem encaixada dentro do contexto e da proposta da coleção. A Zommp fez um compilado e colocou meninas e, na seqüência, meninos, em sua passarela branca. Os tons gélidos e as cores abertas serviram tanto para eles quanto para elas. A camisaria foi ponto alto e ganhou graça ao ser aplicada em modelos de blusas com gola imponente e detalhes de zíper.
Nos rapazes, o styling fez toda a diferença e ficou aparente na composição dos looks com suspensórios caídos. Para finalizar, o tão esperado desfile da Ellus (fotos 9 e 10) trouxe a atriz super cool Chlöe Sevigny. O atraso de uma hora, foi esquecido por todos depois do bom desfile com uma infinidade de microvestidos utilitários ou românticos feitos em sarja, malha e chifom para elas e, jaquetas e casacos combinados com bermudas ou calças de alfaiataria para eles.
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